Do passado vem o amanhã

[ Leia esse texto ao som de Yesterday to Tomorrow - Audioslave ]

Foi difícil te ver partir. Bem mais do que cogitei que seria. Mas foi preciso! Ambos sabemos que nossas individualidades não nos permitiam ser um casal. A dor ainda me pega desprevenida no meio do dia, naquelas horas que costumávamos nos falar, ou lugares que passo onde nosso reencontro era cheio de abraços. Mas não vou voltar. Não enquanto você e eu não descobrirmos como é estar sozinhos. Ficamos tanto tempo juntos que confesso que a separação no inicio me causava náuseas, como se parte - uma das bem grandes de mim- estivesse faltando. Faltava. Ainda falta.

Eu não te esqueci, longe disso. Ainda lembro de cada beijo que você me deu. Só creio que talvez agora, seja a hora de ambos viverem suas vidas. Separadas. Sua presença me preenchia, completava. Em vários momentos eu transbordei. Agora, vejo que saturamos nossa relação. A culpa não é sua. Nunca foi. É que cada um de nós vive suas intensidades a sua maneira. Nós fomos intensos. Nós fomos. No passado.

Sabe aquela série que dissemos que iriamos maratonar juntos? Ainda está lá... Marcada nos meus favoritos. Quem sabe um dia, com mais paz no peito eu consiga vê-la sem ti?!
Continuo achando teu abraço o lugar mais reconfortante do mundo - confesso querer estar nele enquanto escrevo essas duras palavras.

Talvez um dia a gente possa se ver de novo. Se abraçar. Sorrir. Conversar. Não descarto essa possibilidade. Muito pelo contrário, desejo do fundo do meu coração que logo possamos enfim esquecer o passado. Um dia planejo voltar. E talvez nesse dia o "nós" não seja mais um talvez.

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