“Você parece uma sensação, é bom sentir.”

[ Você pode ler esse texto ao som de Deixa - Ana Muller ]

Sempre achei que essa história de amor era subjetiva demais. Que o amor verdadeiro era algo para romances água com açúcar que vemos no cinema, até que um dia me vi fisgada pelo tal sentimento. 
Achava graça dos casais conversando, quase como se fossem irmãos gêmeos, com aquela conexão estranha que até hoje não sei explicar. Lembro de pensar todas as vezes que começava a ameaçar gostar de alguém "é só carnal!" E logo pulava fora da relação. Claro que era medo de me entregar, até te encontrar, como não se apaixonar por você?! As coisas se desenrolaram tão naturalmente. Você é como uma música boa de escutar, ah te escutaria por horas esmo.

Confesso que às vezes me pego ainda desconfiando do amor. Não me leve a mal, é tudo tão novo. Sei que sentimento é insólito, mas que sentimento é esse que não se explica nem com sinais? Sei que não existe sentimento concreto, mas por que ele, logo ele, o amor, precisa ser tão incerto?
Na minha ingenua mente, se apaixonar era para os fracos, mal sabia eu o quão bom é estar conectado a alguem. Não me permitia sentir nada além do carnal por alguém, principalmente por saber que em uma relação tudo é compartilhado, os medos até aqueles mais bizarros -como aquele meu leve pânico por palhaços e trovões - dividir minhas inseguranças, sonhos e partilhar de inúmeros momentos únicos, aqueles que talvez ficasse marcados para todo sempre. Isso claro, até te conhecer, quando me dei conta, já desejava te ver todas as sextas, sábados, domingos, feriados e não feriados da mesma semana. Ansiava te ver passar no corredor da faculdade só pra ver teu jeito -quase que desengonçado de andar. Desejava ver seu sorriso meio torto, é, aquele de canto de boca mesmo, que sorriso meu Deus! E aos poucos, trocando mensagens aqui, áudios ali, uma esbarrada lá, sorrisos involuntários no meio de uma conversa aleatória, e compartilhando gostos musicais- e que gosto diga-se de passagem - acabei me apaixonando por você, assim só por sentir.

Sou incapaz de dizer o quanto você me bagunçou e como me arrumou do seu jeitinho depois. Sou outra, outra mulher, meio criança, meio adulta, meio forte, um tanto quanto frágil também. Mudei muito com sua chegada inesperada. Sempre acreditei nisso, que a cada nova experiencia que vivemos mudamos um pouco do que somos.
Você parece uma sensação, que é bom sentir. E se um dia me perguntarem se eu já amei direi de boca cheia, “Aaah como amei”.

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